"É preciso que todos os homens permaneçam seres humanos durante todo o tempo em que estiverem vivos." Simone de Beauvoir

19 de jun de 2014

Osteoporose: diagnóstico, fatores de risco e prevenção

Nas últimas duas décadas, a osteoporose foi amplamente reconhecida como um importante problema de saúde pública. Por ser uma doença de caráter silencioso, muitas vezes, ela só é diagnosticada quando ocorrem fraturas, principalmente nos ossos do punho, do quadril e da coluna vertebral.
Alguns estudos internacionais mostraram que no ano de 2000, aproximadamente 15 milhões de brasileiros apresentavam essa doença. Isso demonstra a importância de se conhecer mais sobre a prevenção, o diagnóstico precoce da perda de massa óssea e os fatores de risco associados à osteoporose. Quanto mais cedo essa perda de massa óssea for identificada e tratada, melhores serão os resultados à longo prazo.
A densitometria óssea, um método sensível e preciso, é útil tanto no diagnóstico como no acompanhamento da evolução do paciente com osteoporose. Além disso, é um exame simples, não-invasivo, rápido e disponível a um baixo custo.

Exame de densitometria óssea

As causas da osteoporose ainda não são totalmente esclarecidas. Sabe-se que é uma doença complexa e depende de fatores genéticos, biológicos e ambientais e de alguns hábitos que podem aumentar as chances de uma pessoa desenvolver a doença. A maioria dos estudos mostram que as mulheres, as idosas, as de pequeno porte, as brancas ou as asiáticas e aquelas com histórico familiar da doença, são mais propensas a desenvolver a osteoporose. Lembrando que as mulheres têm um risco quatro vezes maior de desenvolver a doença que os homens, basicamente em função da diminuição de hormônios sexuais femininos após a menopausa. Porém, existem alguns fatores de risco que contribuem para o seu aparecimento, como: o alcoolismo, a vida sedentária, a poluição, a água sem flúor (o flúor auxilia a fixação do cálcio), o estresse, entre outros.
A prevenção, na maioria das vezes, significa uma mudança nos hábitos de vida da pessoa o que dificulta o tratamento. Contudo, considerando-se a gravidade da doença e a incapacidade que pode levar um indivíduo na terceira idade, todo o esforço deve ser empregado. A prevenção ao fumo e ao álcool, a prática de exercícios físicos, uma dieta rica em cálcio, vitamina D e flúor, uma avaliação periódica das condições ósseas pela densitometria óssea, bem como um acompanhamento do tratamento realizado são algumas medidas sempre recomendadas.

Em relação aos exercícios físicos, vale lembrar que o mais importante é escolher uma atividade que seja realizada com prazer e com o devido cuidado. Sabemos que não apenas as atividades esportivas são benéficas para a saúde; muitas atividades cotidianas podem ser realizadas como exercícios. Teoricamente, a prática de exercício físico deve ser iniciada antes mesmo do indivíduo atingir a idade adulta a fim de minimizar as chances de aparecimento da osteoporose ou de outras complicações que podem ser prevenidas, pois apresenta papel fundamental na manutenção e na possibilidade de aumentar o pico de massa óssea.
Enquanto ao programa de reabilitação, deverá visar a prevenção de complicações mais sérias associadas à osteoporose, como por exemplo, as fraturas. Aumentar a flexibilidade, treinar o equilíbrio e fortalecer os principais grupos musculares são objetivos fundamentais para a prevenção de quedas. Escolher a órtese mais adequada para o auxílio da marcha ensinando o paciente a usá-la corretamente, bem como os cuidados apropriados para evitar lesões. Além disso, algumas orientações simples ao paciente e familiares em relação aos riscos domiciliares existentes, tais como escadas sem corrimão, sapatos de salto, etc., também é muito importante e é papel do fisioterapeuta. Devemos estar sempre atentos aos sinais e aos sintomas associados com a osteoporose para poder encaminhar o paciente a um médico especialista. Dessa forma, é fundamental coletar informações a respeito da mobilidade e da disfunção articular para que sejam tratadas a fim de aumentar as habilidades funcionais do paciente.

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Referência:
- Rebelatto, J.R.; Morelli, J.G.S. Fisioterapia Geriátrica: A Prática da Assistência ao Idoso. Editora Manole. 2ª Edição; 2007.


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