"É preciso que todos os homens permaneçam seres humanos durante todo o tempo em que estiverem vivos." Simone de Beauvoir

6 de mai de 2014

Efeitos da hidroterapia na prevenção de quedas

As quedas na população idosa e seus principais fatores de risco, como já foi abordado aqui (Quedas em idosos: você sabe quais são os fatores de risco?), são um dos maiores problemas de saúde pública. Isso se deve ao aumento da morbidade, mortalidade, custos para a família e para a sociedade. E esse é um problema que não ocorre apenas no nosso país. Segundo dados da literatura, os Estados Unidos têm um custo anual de 10 bilhões de dólares no tratamento de fraturas de quadril em idosos decorrente das quedas. No Brasil, são gastos 12 milhões anuais, apesar do alto índice de fraturas. Não quero aqui comparar um país com o outro, mas é impossível não notar tamanha discrepância quando o assunto é saúde.
Para a prevenção das quedas, é necessário aprimorar as condições de recepção de informações sensoriais do sistema vestibular, visual e somatossensorial, ativando os músculos e estimulando o equilíbrio do paciente. Não é novidade que a atividade física melhora a qualidade de vida, reduz o risco de quedas e promove aumento da força muscular, do condicionamento aeróbico, da flexibilidade e do equilíbrio. Nesse contexto, a hidroterapia tem sido utilizada no tratamento de doenças reumáticas, ortopédicas e neurológicas. É uma prática da fisioterapia bastante eficaz para os idosos, permitindo o atendimento de grupos e a facilitação da recreação, socialização, treinos focando a funcionalidade, melhorando a auto-estima e a autoconfiança. Com isso se torna mais fácil a manutenção da atividade por um longo período, fazendo com que a hidroterapia em grupo se torne cada vez mais indicada para essa população.
As propriedades físicas da água, somadas aos exercícios, podem cumprir com a maioria dos objetivos físicos propostos num programa de reabilitação. O meio aquático é considerado seguro e eficaz na reabilitação do idoso, pois a água atua simultaneamente nas desordens musculoesqueléticas e melhora o equilíbrio. Existe a diminuição da sobrecarga articular, menor risco de quedas e, consequentemente, menos lesões se compararmos com os exercícios realizados no solo. Além disso, a flutuação permite que o paciente realize os movimentos com maior facilidade. Vale lembrar que a água precisa estar aquecida, pois isso ajuda a reduzir as dores e os espasmos musculares. E como todo e qualquer outro exercício, também existe algumas contra-indicações como infecções de pele (ou qualquer outra doença infecciosa que possa ser transmitida pela água), problemas gastrointestinais ou renais graves, entre outros. O importante, antes de começar qualquer exercício, é consultar um profissional especializado, o qual pode orientar sobre as condições de cada paciente.

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