"É preciso que todos os homens permaneçam seres humanos durante todo o tempo em que estiverem vivos." Simone de Beauvoir

26 de mai de 2014

Conhecendo a Doença de Parkinson

Segundo a Academia Brasileira de Neurologia, a Doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. Ela é causada pela diminuição intensa da produção de dopamina (neurotransmissor que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas). A dopamina ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática, ou seja, não precisamos pensar em cada movimento que nossos músculos realizam. Quando ela está em falta, particularmente em uma região encefálica chamada substância negra, o controle motor do indivíduo é perdido. Entenda que, com o envelhecimento, todos nós apresentamos morte progressiva de células nervosas que produzem dopamina. Entretanto, em algumas pessoas, essa perda acontece em um ritmo muito mais acelerado, manifestando assim os sintomas da doença.
É importante lembrar que, embora já se conheçam genes relacionados à doença de Parkinson, habitualmente ela não é hereditária. Não há como definir um risco real para filhos de pacientes também virem a desenvolver a doença. Os genes que favorecem o desenvolvimento do Parkinson possivelmente devem agir de forma indireta, juntamente com outros fatores (fatores ambientais, como contaminação com agentes tóxicos, por exemplo).

Sintomas
O quadro clínico é composto basicamente por quatro sinais:
  • Tremores;
  • Acinesia ou bradicinesia (lentidão e diminuição dos movimentos voluntários);
  • Rigidez (enrijecimento dos músculos, principalmente no nível das articulações);
  • Instabilidade postural.
Não é necessário que todos os sinais acima estejam presentes para o diagnóstico da doença, bastando apenas dois dos três primeiros itens citados. Esse conjunto de sinais e sintomas neurológicos é chamado de Síndrome Parkinsoniana ou Parkinsonismo. Doenças diferente e causa muito diversas podem produzir essa síndrome. Entretanto, em aproximadamente 70% dos casos, a principal causa dessa síndrome é a própria doença de Parkinson. Os demais casos relacionam-se a enfermidades ou condições clínicas nas quais os sintomas são semelhantes, porém outras características estão presentes e a história clínica e a evolução vão ajudar no diagnóstico diferencial.

E parkinsonismo secundário? Você sabe o que é?
Esse termo se refere a quando um paciente faz uso de certas medicações que causam alguns dos sinais e sintomas da Síndrome Parkinsoniana. Isso não quer dizer que o paciente tenha a doença, pois quando o uso dessas medicações é interrompido, os sintomas da síndrome são potencialmente revertidos. Portanto, quando um médico faz menção ao parkinsonismo ou síndrome parkinsoniana, ele não está se referindo necessariamente à Doença de Parkinson. 

Como a Doença de Parkinson se manifesta?
A doença costuma instalar-se de forma lenta e progressiva, em geral em torno dos 60 anos de idade, embora 10% dos casos ocorram antes dos 40 anos de idade (precoce) e até em menores de 21 anos (juvenil). Ela afeta ambos os sexos e todas as raças. Os sintomas aparecem inicialmente só de um lado do corpo e o paciente normalmente se queixa que "um lado não consegue acompanhar o outro". O tremor é caracteristicamente presente durante o repouso (tremor de repouso), melhorando quando o paciente move o membro afetado. Mas lembre-se: o tremor não está presente em todos os pacientes com a Doença de Parkinson, assim como nem todos os indivíduos que apresentam tremor são portadores da mesma.
O paciente percebe que os movimentos  com o membro afetado estão mais difíceis, mais lentos, atrapalhando suas atividades de vida diária. 

Tratamento
A Doença de Parkinson é tratável  e geralmente seus sinais e sintomas respondem de forma satisfatória às medicações existentes.
A fisioterapia, através da reeducação e a manutenção da atividade física , é indispensável  ao tratamento do paciente com parkinsoniano. Ela permite que o tratamento tenha maior eficácia; portanto, é necessária sob todos os pontos de vista, inclusive para melhorar o estado psicológico do paciente.
Os exercícios físicos conservam a atividade muscular e a flexibilidade articular. Quando os músculos estão inativos, tendem à atrofiar, à contração e à diminuição da força; e a rigidez resultante limita a amplitude dos gestos.

            Academia Brasileira de Neurologia


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